quinta-feira, 31 de julho de 2014

UMA IMPRENSA ENVERGONHADA ! ! !

Precisou um jornal de fora de Jundiaí divulgar na imprensa escrita a denúncia do Ministério Público sobre o caso do superfaturamento das coxinhas de frango na prefeitura de Jundiaí. O Jornal da Cidade de Campo Limpo Paulista, que circula em nosso município, publicou esta matéria de página inteira explicando detalhadamente os rumos deste assunto. Com detalhes colhidos junto à Ação Civil Pública que tramita no Fórum de Jundiaí, o jornal, diferente da maioria omissa de nossa imprensa escrita local, esmiuçou todos aqueles fatos gravíssimos que ocorreram com a merenda escolar na atual gestão. Confiram:

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Apenas para refrescarmos a nossa memória sobre o caos que atinge o fornecimento de merenda escolar por esse país afora, assistam ao vídeo abaixo e constatem tragicamente como são tratadas as nossas crianças na maioria do ensino público brasileiro. Uma barbaridade:

terça-feira, 29 de julho de 2014

QUE DEMOCRACIA É ESSA ?

Temos acompanhado de perto a divulgação pela imprensa local dos candidatos a deputado em Jundiaí. O modelo continua o mesmo de sempre, em especial no Jornal de Jundiaí. Apenas 6 candidatos tem colocado a sua cara naquele diário. Oras bolas, nossa cidade terá 18 candidatos neste ano. Cadê os outros ? Por que não são divulgados ? Por que suas atividades não são mostradas ? Pois é. É aquela velha história: Quem paga aparece, quem não paga não existe. Pior ainda é a Rádio Difusora Jundiaiense que burlou a legislação vigente no país entrevistando o candidato Paulo Maluf e não oferecendo o mesmo espaço para os outros candidatos, atitude esta que pode resultar na cassação da concessão federal da emissora. Que saudades do Círculo Operário Jundiaiense. Que saudades do Padre Otávio de Sá Gurgel, diretor do jornal A Folha (hoje Jornal de Jundiaí) e da Rádio Difusora. Que saudades do Padre Antonio Maria Toloi Stafuzza, que lutou, em vão, com todas as suas forças para manter o jornal e a rádio como propriedade do Círculo Operário Jundiaense. Hoje só restam cinzas daqueles bons tempos onde o compromisso com a informação era mais importante do que as verbas de publicidade. Inclusive o Padre Stafuzza escreveu um livro intitulado " Primórdios da Diocese de Jundiaí " onde dedica um capítulo inteiro para contar a história do jornal e da rádio. Apenas para refrescarmos a memória, leiam abaixo um pequeno trecho de uma matéria publicada no extinto jornal Diário de Jundiaí retratando todos os acontecimentos envolvendo a origem do Jornal de Jundiaí (antiga A Folha) e da Rádio Difusora Jundiaiense:

JORNAL DIÁRIO DE JUNDIAÍ

QUARTA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 1967

ANO V - N° 1278

A FOLHA foi adquirida pelo Círculo Operário Jundiaiense de Tibúrcio Estevam de Siqueira, em 1945 aproximadamente. Era jornal bi-semanário. Na época, o presidente do Círculo era o Sr. Francisco Pessolano, que entregou a responsabilidade do jornal ao padre Otávio de Sá Gurgel, fundador do COJ e elemento que arranjava o numerário para o funcionamento regular do jornal. Inclusive, conseguiu o prefixo da Rádio Difusora Jundiaiense, que nasceu no ano de 1946, precisamente no dia 24 de junho. Portanto, até essa data, o padre Gurgel lutava e conseguia dar a Jundiaí uma emissora de rádio, além de possuir o jornal " A FOLHA ".

O prédio dos dois órgãos de divulgação foi adquirido pelo Círculo Operário Jundiaiense junto ao Sr. Alex Saska Sandor, em 1947, por 240 mil cruzeiros, a prestações.

O padre Gurgel dirigiu a Rádio e "A FOLHA", realmente, de 1945 a 1947. Em fins de 1947, surge o Padre Adalberto de Paula Nunes, como diretor-responsável pelos dois órgãos, em vista da saída do padre Otávio, que foi removido para Jaguarão, no Estado do Rio Grande do Sul.

A Rádio Difusora Jundiaiense, ao ser entregue em mãos do padre Adalberto, possuía a seguinte constituição legal: Padre Gurgel-96 cotas de mil cruzeiros; João Moreno(presidente do COJ)-1 cota; Vital Gurgel Guedes(gerente de "A FOLHA")-1 cota; Mário Piola (tesoureiro do COJ)-1 cota; José Alves de Oliveira (técnico de rádio)-1 cota. Quando o padre Otávio Gurgel se retirou, o padre Adalberto foi procurá-lo em Jaguarão para que lhe fossem transmitidas as 96 cotas.

Houve relutância do padre Otávio, mas o padre Adalberto conseguiu uma ordem expressa do Cardeal Mota para que estas cotas fossem transferidas para um bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. O padre Adalberto,então, deu o nome de D. Antonio Rolim Loureiro, recusado pelo padre Otávio, que só aquiesceu transferir estas cotas para D. Antonio Maria Alves de Siqueira.

A história prossegue: Dom Antonio ordenou serem as cotas restantes negociadas com os cotistas remanescentes do COJ, que deviam usar direito de prioridade na compra. Sendo o preço da cota muito alto e contrariando frontalmente a lei e os regulamentos do Código de Telecomunicações, os cotistas José Alves de Oliveira e Mário Piola não quiseram adquiri-las por conhecerem perfeitamente as disposições legais que proíbem terminantemente transações sem anuência daquele órgão federal, antigo Conselho de Técnica de Rádio, hoje CONTEL.

Carlos Hermany adquiriu, então, as cotas de João Moreno e Vital Gurgel Guedes, uma de cada um e mais 43 de Dom Antonio Siqueira, gratuitamente. Também o padre Adalberto foi premiado com cotas da Rádio Difusora, em número de 53, permanecendo ainda os Srs. Mário Piola e José Alves de Oliveira, com 1 cota cada um, totalizando assim 100 cotas.

Forma-se então a Sociedade: padre Adalberto, com 53 cotas; Carlos Hermany, com 45 cotas; Mário Piola e José Alves de Oliveira, 1 cada. Assim o CONTEL registrou a Rádio Difusora Jundiaiense.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

AS 1001 NOITES DE MIGUEL HADDAD ! ! !

Nem as histórias extraordinárias contadas por Xerazade, tentando convencer o rei da Pérsia a não matá-la no dia seguinte após ter sido possuída, imaginariam as peripécias do ex-prefeito de Jundiaí, em sua contestada passagem por Dubai, quando exercia aquele cargo. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo acaba de condenar o ex-alcaide Miguel Haddad a devolver aos cofres municipais a quantia de R$ 6.219,64 referente à sua viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, juntamente com dois secretários municipais às custas do erário municipal. Realmente a festa com o dinheiro público não tem limites para os políticos de Jundiaí. Independente do valor, isso é um descalabro, uma desfaçatez para com o povo de nossa cidade estas pífias autoridades irem passear e pagar suas despesas com o dinheiro público. Políticos deste quilate deveriam ser banidos da vida pública local. Uma lástima tudo isso. Leiam alguns trechos da condenação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo imposta ao vizir da cidade:

...Cinge-se a matéria à análise dos gastos efetivados pela Administração com a estadia do Prefeito e de 02 (dois) Secretários Municipais na cidade de Dubai, após terem representado o Município no evento “Word Design Cities”, ocorrido na Capital da Coréia do Sul...

...De fato, não restou evidenciada a necessidade de paragem da comitiva municipal nos Emirados Árabes Unidos, a expensas do erário do Município, por um período de 03 (três) dias, o qual se iniciou em momento posterior (27/02/2010) ao encerramento do evento que justificou a ida dos agentes políticos a Seul (23/02/2010)...

...Considero que o objeto da despesa em questão mostra-se desarrazoado e antieconômico, despido de qualquer interesse público justificante, em desarmonia com os princípios da moralidade, da impessoalidade e da legalidade, bem como o da razoabilidade, vez que o Administrador elegeu prioridades sem atentar para os vetores indicativos do sistema...

...Por todo o exposto, à vista dos elementos que instruem os autos e do posicionamento desfavorável dos Órgãos Técnicos e do Ministério Público de Contas, nos termos do que dispõe a Resolução n.º 03/2012 deste Tribunal, JULGO IRREGULAR a matéria em apreço, com fulcro no artigo 33, III, “b” e “c”, da Lei Complementar Estadual n.º 709/1993.

Condeno o responsável e ordenador da despesa inquinada, Senhor Miguel Moubadda Haddad, ao recolhimento aos cofres públicos, no prazo de 30 (trinta) dias, do montante de R$ 6.219,64, devidamente atualizado, com fulcro no artigo 36, “caput” da referida Lei Complementar...

G.C.A.,15 de julho de 2014.

SAMY WURMAN
Auditor


Para lerem a sentença na íntegra acessem o link abaixo:

http://www2.tce.sp.gov.br/arqs_juri/pdf/410310.pdf

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A FALÊNCIA MUNICIPAL ! ! !

Durante 20 anos os prefeitos do PSDB falaram de peito estufado que a prefeitura era bem administrada e que Jundiaí era uma cidade onde o dinheiro público era gerido com eficiência. Tudo uma grande mentira. Os governos do PSDB deixaram uma herança monetária trágica para o atual governo. O orçamento municipal atual tem 92% de sua receita comprometidos com o custeio da máquina pública e apenas 8 % para investimentos. Um verdadeiro descalabro administrativo e financeiro. Além disso o PSDB deixou uma dívida pública de R$ 350 milhões. Uma lástima. Como a atual gestão do PCdoB/PT é uma mera administração de continuidade do PSDB, a situação financeira atual da prefeitura é uma catástrofe. Dentro da estrutura financeira do executivo, além do dinheiro relativo ao orçamento municipal existe um fundo de reserva de R$ 250 milhões para casos emergenciais ou de calamidade pública. Informações chegaram a este blog dizendo que este fundo de reserva foi torrado apenas no ano de 2013. Isso mesmo. Gastaram toda esta reserva financeira, segundo a informação, em "obras". Em primeiro lugar, se isto realmente ocorreu, é um absurdo pois toda esta reserva financeira é exclusiva para emergências e calamidade pública e pelo que sabemos não ocorreu nenhuma catástrofe em nossa cidade no ano passado. Em segundo lugar, mesmo que gastaram isso em obras perguntamos: Que obras ? Oras bolas, a atual gestão não fez obra nenhuma em 2013 que justificasse um gasto de R$ 250 milhões. O resultado disso tudo é que a prefeitura não tem dinheiro para mais nada. E estamos apenas em julho. Diante de tanta incompetência financeira, seja do PSDB ou seja do PCdoB/PT, falta tudo na cidade. Porém, o que mais falta na política jundiaiense é vergonha na cara.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

MIGUEL HADDAD SAIU NO ATAQUE ! ! !

Dias atrás neste mês, em um dos jornais da cidade, o excelentíssimo ex-prefeito Miguel Haddad, ao falar de sua candidatura, já desferiu críticas lamentáveis à oposição de Jundiaí. Inconformado com as nossas cobranças, o ex-alcaide tucano disse o seguinte: " Jundiaí é uma cidade avançada em muitos aspectos, mas, infelizmente, há um grupo que pratica uma política atrasada e se dedica a espalhar boatos, desrespeitando o eleitor ". Esta postura política do tucano é que provoca a descrença do eleitor na política. Pessoas como o ex-prefeito, durante as eleições fazem pose de bom moço com discursos bonitos e frase feitas de efeito tentando iludir a população. Depois, quando vencem a eleição, cometem as maiores barbaridades na gestão pública. Por exemplo: Na década de 1980, o então prefeito, que estamos impedidos pela justiça de citar o seu nome neste blog, encaminhou um projeto de lei à Câmara Municipal fechando a nossa Faculdade de Medicina de Jundiaí. Na noite em que foi votado este projeto, os alunos da escola médica lotaram o plenário do legislativo e à medida que os edis votavam a favor do fechamento da entidade eram atiradas moedas na tribuna. Na referida sessão o então nobre vereador Miguel Haddad votou a favor do fechamento da escola. Uma barbaridade que só poderia emergir da mente de políticos tacanhos. Posteriormente, já como prefeito, ele aprovou um projeto de lei de revitalização do centro da cidade onde foram reformadas as calçadas e o leito carroçável embelezando esta região da cidade. A referida revitalização terminou justamente em frente ao terreno do antigo quartel, na época já de propriedade de seu irmão. Aliás toda esta negociação do terreno do antigo quartel com familiares do ex-prefeito foi muito contestada em matéria do jornal O Estado de São Paulo na época. Caros amigos, está claro que o adepto da política do atraso é o senhor ex-prefeito Miguel Haddad que utiliza velhas práticas de uma velha oligarquia local para se perpetuar na política de Jundiaí massageando as suas vaidades. Vale lembrar aqui, neste momento, uma frase do bom e velho Barão de Itararé que retrata esta postura do tucano: " O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro ".