quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A ÁGUA E O LUCRO ! ! !

Fábrica da Coca-Cola no distrito industrial na cidade de Jundiaí.

Ao nos aproximarmos de um racionamento de água na capital e em Jundiaí muitas questões que envolvem os recursos hídricos começam a frequentar os debates. Uma delas é o uso da água por empresas que consomem volumes altíssimos deste bem. Em Jundiaí a situação é altamente preocupante. Há muitos anos instalou-se em nossa cidade a empresa norte-americana Coca-Cola cuja principal matéria prima é a água. A outorga desta empresa concedia o direito para que fosse retirada muita água do subsolo de nossa região. Porém, em 2014, o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público de Campinas instaurou um rumoroso inquérito para investigar a denúncia de que a DAE, empresa responsável por todo o tratamento e distribuição na cidade, estaria desviando 500 litros por segundo de água bruta do Rio Atibaia para abastecer a fábrica local da Coca-Cola. O promotor Rodrigo Sanches Garcia explicou que, caso se confirmasse a suspeita, o ato caracterizaria descumprimento da licença de captação por parte da empresa pública, já que a outorga proíbe a transferência da água direto do rio para terceiros. A DAE e a Coca-Cola negaram qualquer irregularidade e afirmaram também que a água fornecida à indústria é tratada. Para mais detalhes sobre este lamentável e inacreditável assunto acessem o link abaixo:

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2014/08/mp-investiga-desvio-irregular-de-agua-do-atibaia-para-fabrica-da-coca-cola.html

Além da Coca-Cola outra empresa retira enorme quantidade de água do subsolo da Serra do Japi para a sua comercialização: A Danone. Essa água utilizada e engarrafada pela Danone, a Bonafont, está sendo retirada do subsolo na região da Serra do Japi pela Mineração Joana Leite Ltda., adquirida pela Danone, que diz ter autorização federal para retirar a água. O endereço da mineração é o mesmo da filial da empresa Bonafont, no bairro do Medeiros em Jundiaí, como os nossos amigos podem verificar e confirmar nas imagens abaixo:

Rótulo da água da Danone mostrando o seu endereço em Jundiaí.



Filial da empresa Bonafont localizada no Medeiros em Jundiaí.


Assim sendo podemos perceber claramente que a crise da água não é apenas culpa da falta de chuva e de São Pedro. Além do descaso da prefeitura com novas obras para captação e armazenamento de água, as empresas multinacionais que utilizam água apenas como fonte de lucro deitam e rolam em Jundiaí sob as barbas do poder público local. Quando os mandatários acordarem já será tarde demais pois a nossa população já estará sem água e na rua da amargura. Uma lástima !!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A ÁGUA ABANDONADA ! ! !

Este blog vai continuar denunciando toda a mentira que envolve esta questão da água em nossa cidade. Não é possível que esse bem tão fundamental para a vida humana continue sendo tratado com essa tamanha irresponsabilidade. E o pior: Com o iminente racionamento de água preferem o discurso fácil colocando a culpa do caos que se aproxima na falta de chuva e em São Pedro. Em primeiro lugar, a nível estadual, o governador Geraldo Alckmin é o grande responsável pelo desastre do Sistema Cantareira pois a obras necessárias para que esta situação fosse evitada não foram feitas. Já no âmbito do município a negligência pública sobre esse assunto é a mesma.

Há quase 30 anos o eng° Ruy Chaves elaborou um projeto técnico para que fossem construídas em Jundiaí 4 represas de água para que a população tivesse, no futuro, uma agradável tranquilidade hídrica. Nestes 30 anos apenas 1 represa foi concluída, o que constitui-se um desleixo imperdoável dos prefeitos que se sucederam. Mas não foi por falta de dinheiro que este descaso foi efetivado. Por exemplo: Em seu último mandato, o ex-prefeito Miguel Haddad, de uma maneira profundamente lamentável, gastou R$ 50 milhões na reforma da Av. 9 de Julho e mais R$ 33 milhões com o publicitário Duda Mendonça para fazer propaganda política de seu governo. Já o atual prefeito, o eng° Pedro Bigardi, vai gastar R$ 125 milhões na 1ª fase da construção do BRT e mais R$ 400 milhões na 2ª fase. Isso mesmo. Serão R$ 525 milhões destinados ao BRT, um projeto caro e de utilidade altamente duvidosa diante da realidade do transporte coletivo da cidade.

Somando-se toda esta fortuna que Miguel Haddad e Pedro Bigardi jogarão pela janela, o valor total seria mais do que suficiente para que fossem construídas as 3 represas que faltam para o complemento do projeto do saudoso eng° Ruy Chaves. Enquanto estes milhões são queimados, o ex-prefeito Miguel Haddad desfruta de seu patrimônio acumulado em todos estes anos de agitada vida pública, patrimônio este de R$ 11.383.318,30 segundo declarou à Justiça Eleitoral. Já no que lhe diz respeito, o prefeito Pedro Bigardi aproveita todos os seus momentos inesquecíveis e agradáveis respirando o ar puro do bairro da Malota, para onde se mudou no final de 2012. Assim sendo, caros amigos, quando o racionamento de água chegar, quando nós abrirmos as torneiras de nossas casas e não sair nada, vamos nos lembrar de Miguel Haddad e Pedro Bigardi, protagonistas desta cinzenta política sobre a água e que a população de Jundiaí jamais poderá esquecer.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CIDADE LARGADA ! ! !

Dia desses um amigo nosso recebeu um panfleto sobre um luxuoso loteamento fechado no bairro de Corrupira chamado Reserva da Mata. Ele telefonou no número indicado e atendeu uma funcionária do Multi Moda Center. Como no folheto não havia indicação nenhuma sobre a construtora a atendente foi indagada sobre isso e respondeu que o empreendimento era " dos Haddad ". Diante dessa "enorme surpresa" consultamos o site do TRE-SP a respeito do patrimônio do ex-prefeito Miguel Haddad onde constatamos que ele é sócio de várias empresas ligadas à especulação imobiliária. Senão vejamos:

- Cotas de capital na empresa ROMA URBANIZAÇÃO LOTEAMENTOS Ltda.

- Cotas de capital na empresa PLANEGRAM CONSTRUÇÃO E PLANEJAMENTO Ltda.

- Cotas de capital na empresa EPUR- EMPRESA PAULISTA DE URBANIZAÇÃO

- Cotas de capital na empresa G.HADDAD EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS Ltda.

- Cotas de capital na empresa ÁREA URBANIZAÇÃO E LOTEAMENTOS Ltda.


Trocando em miúdos: Da mesma forma que familiares do ex-prefeito André Benassi possuem a construtora Santa Ângela, o ex-prefeito Miguel Haddad está envolvido de corpo e alma na famosa especulação imobiliária em Jundiaí. Além disso, em reunião recente, os principais especuladores imobiliários de Jundiaí definiram uma estratégia que só poderia vingar em uma cidade sem governo, como se a devastação ambiental que eles promoveram pudesse ser recuperada. Eis agora a iluminada posição: " Vamos fomentar condições para que o agricultor fique na terra, produzindo, ao mesmo tempo em que as construtoras vão devolver para o meio ambiente o impacto por elas causado ". E não ficaram nem vermelhos. Muito menos vermelho ficou o governo municipal que vai dar apoio a essa desfaçatez. Ou seja: Eles podem devastar o que quiserem desde que plantem algumas mudas nas margens dos rios. Isso é uma vergonha. Um escândalo. Uma lástima. As construtoras em questão, a CBM, FA Oliva, Santa Ângela e SCO Tebas, e a prefeitura deveriam, sim, cancelar todos os projetos já aprovados e que causarão danos incalculáveis a uma cidade que está às portas de um racionamento de água. Mas aí é querer demais.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

RECORDAR É VIVER ! ! !

JORNAL NOTÍCIAS POPULARES - ANO 2.000

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

SEM VERGONHA ! ! !

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo

Contratante: Prefeitura Municipal de Jundiaí

Contratada: SANEPAV – Saneamento Ambiental Ltda.

Autoridade que Dispensou a Licitação: José Airton da Silva Vitorian Júnior (Assessor Especial)

Autoridade que Ratificou a Dispensa de Licitação e que firmou o Instrumento: Aguinaldo Leite (Secretário Municipal de Serviços Públicos)

Valor - R$ 9.138.420,00

"...No caso em exame entendo que as justificativas apresentadas pela Origem, não foram capazes de demonstrar a existência de situação emergencial ou a ocorrência de fato imprevisível que justificasse a contratação nos moldes realizados..."

"...Considerando que a contratação era fato previsível, deveria a Municipalidade ter adotado providências necessárias para realizar regular licitação e o decorrente contrato, o que não ocorreu no presente caso, em verdade, delineou-se numa situação produzida pela própria Administração Municipal, que deveria ter adotado as medidas necessárias em tempo hábil e não o fez, ensejando na realização da contratação direta, configurando, no meu entender em omissão em adotar as medidas necessárias ao estrito cumprimento das prescrições legais..."

"...Diante de todo o exposto, considerando o conjunto de elementos dos autos, acolho as manifestações desfavoráveis de Assessoria Técnica, sua Chefia, VOTO IRREGULARIDADE pela Dispensa de Licitação, do Contrato e do Termo Aditivo..."


Da mesma forma que os governos do PSDB mantiveram um contrato com a TEJOFRAN durante anos a fio em caráter emergencial e "sem concorrência pública", agora a gestão do PCdoB/PT faz a mesma coisa com a SANEPAV. Será que perderam a vergonha na cara de vez ? Será que a prefeitura é a Casa da Irene onde os políticos fazem o que eles querem jogando a lei na lata do lixo ? Será que os vereadores vão continuar mudos e calados em troca dos deliciosos benefícios políticos que receberam até agora ? Enquanto toda esta esbórnia acontece o prefeito Pedro Bigardi se prepara para o carnaval, afinal de contas o que ele quer é rosetar durante as festas de Momo. Para lerem toda a sentença do TCE-SP acessem o link abaixo e rasguem a fantasia:

http://www2.tce.sp.gov.br/arqs_juri/pdf/441576.pdf