terça-feira, 22 de agosto de 2017

VERGONHA TOTAL ! ! !

A imagem desta professora de Santa Catarina representa o exato retrato da situação da educação pública no país: Uma catástrofe.

O aluno que esmurrou o rosto desta educadora na verdade socou o rosto de todo o lado honesto do país, que vive um pesadelo sem fim.

A situação lamentável da educação assola os três níveis de governo.

A nível federal temos um presidente corrupto e desqualificado ladeado por um ministério repleto de ladrões.

No legislativo, o Congresso Nacional, em sua maioria, é composto pelos vigaristas, estelionatários, pederastas, traficantes e de quadrilheiros de todas as espécies que desfilam leves e soltos em Brasília.

A nível estadual, além do secretário de educação ser um desembargador aposentado que não sabe nada sobre política de educação, o governador Geraldo Alckmin investe pesadamente em contratos de obras do metrô, isto para reforçar o caixa de sua campanha em 2018, abandonando toda a educação estadual à sua própria sorte.

A nível municipal o desastre é maior ainda.

Merenda escolar superfaturada, empresas fornecedoras desta merenda envolvidas com a máfia deste setor e, além das 2.600 crianças na fila das creches na cidade com professores mal remunerados, ainda tivemos um ex-secretário de educação que foi condenado a 3 anos de prisão.

Mas o ponto culminante do descaso com a educação pública local foi a nomeação pelo prefeito Luiz Fernando Machado de um administrador como gestor da pasta, uma pessoa que não tem a menor competência nem para dar aulas na escolinha do Professor Raimundo, que dirá nesta rede de educação complexa como a de nossa cidade.

E assim caminha este país rapidamente rumo ao seu desastroso futuro, onde a educação é tratada pelas autoridades apenas como se fosse um mero " bico " para os professores. Pobre Brasil !!!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O CASO DAS COXINHAS ! ! !

No transcorrer do ano de 2013 este blog denunciou o superfaturamento na compra de coxinhas de asa de frango pela prefeitura de Jundiaí para que fossem oferecidas na merenda escolar. Esta grave denúncia acabou chegando ao Ministério Público do Estado de São Paulo.

No final ainda deste ano de 2013, após o trâmite de um Inquérito Civil, o Ministério Público do Estado de São Paulo protocolou no fórum local uma Ação Civil Pública a respeito deste superfaturamento na compra de coxinhas da asa de frango por parte da prefeitura de Jundiaí.

Neste processo o MP apontou que os então secretários Dênis André José Crupe e Durval Lopes Orlato contrataram a empresa Bigotli Entreposto de Carnes e Derivados Ltda. para entregar merenda escolar mediante sobrepreço de 275,47% quando foi comparado com o valor praticado no mercado. O superfaturamento foi comprovado em perícia realizada pelo douto Ministério Público do Estado de São Paulo.

Essa contratação, iniciada no mês de maio de 2013, delimitou o prazo inicial de 12 meses para entrega ininterrupta desse e de muitos outros alimentos atingindo o montante de R$ 24.693.120,00, com o preço da coxinha da asa de frango superfaturado em 275,47%, segundo afirmou a Promotoria de Justiça de Jundiaí.

Em sentença de primeira instância, a então juíza da Vara da Fazenda Pública de Jundiaí, Dra. Fernanda Silva Gonçalves, que julgou esta ação, declarou que não houve o tão alegado superfaturamento decidindo que a ação era improcedente.

O Ministério Público recorreu, é claro, ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo por discordar da decisão de primeira instância.

Em sentença publicada em 31/05/2017, o egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na pessoa do Desembargador e Relator Dr. Leonel Costa, anulou a sentença de primeira instância emitida em Jundiaí.

Alegou o desembargador e relator do caso que " apurou-se em Inquérito Civil que a empresa vencedora da licitação superfaturou os produtos, especialmente as coxinhas da asa de frango, em mais de 200% do valor de mercado ".

E concluiu: " Diante do exposto, voto por acolher a preliminar de nulidade suscitada nas razões de apelação e desconstituir a sentença ".

Trocando em miúdos: A merenda escolar em Jundiaí foi superfaturada em 275,47%, em um montante de R$ 24.693.120,00, segundo afirmou o Ministério Público com a confirmação do relator do processo no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Para lerem a sentença do TJSP, na íntegra, cliquem aqui.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

MÁFIA DA PROPAGANDA ! ! !

Muitos corruptos e corruptores fazem parte de uma máfia para liberar publicidade ilegal pelas ruas da cidade de São Paulo.

Na prática, fiscais da prefeitura cobram propina para fazer vista grossa para propagandas vetadas pela Lei Cidade Limpa, que entrou em vigor na capital paulista em 2007.

Os valores da propina são tabelados, dependendo de todo o material de divulgação. A maior fonte desse esquema de corrupção é o dinheiro das grandes empresas que querem anunciar lançamentos imobiliários.

Esta máfia chega a movimentar R$ 400 mil em apenas 1 fim de semana.

Os relatos no vídeo abaixo mostram que a "máfia da Cidade Limpa" tem funcionado há muitos anos, mas continua na atual gestão da Prefeitura de São Paulo sob a batuta do prefeito João Dória, do PSDB.

A pergunta que nós fazemos neste momento é a seguinte: Será que este esquema corrupto de publicidade não tem acontecido também em nossa república de coronéis de Jundiaí nos últimos 30 anos ?

Confiram a bombástica reportagem:

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

D E R R O T A D O ! ! !

O deputado federal Miguel Haddad em sua fissura de calar a boca deste blog, sofreu nesta quinta-feira mais uma derrota clamorosa na justiça.

Rapidamente vamos recordar o caso para os amigos entenderem.

No início de 2010 relatamos nesta página a existência de um contrato entre a Fundação Antônio Antonieta Cintra Gordinho e o então prefeito Miguel Haddad e seus irmãos, Riad Haddad e Mountaha Haddad Saheli, no sentido de realizarem um loteamento de 3.000.000 m2 na região da Fazenda Ermida, em Jundiaí.

A Fundação entraria com o terreno e o prefeito e seus irmãos, além de ficarem responsáveis pelos registros do empreendimento na prefeitura, executariam as obras, cujo lucro se aproximaria dos R$ 500 milhões.

Devido àquela publicação, o ex-prefeito e seus irmãos entraram com um processo judicial contra este blog tentando, assim, silenciar este espaço e requerendo danos morais.

Em julgamento de primeira instância, o meritíssimo juiz da 4ª Vara Cível de Jundiaí, Dr. Leonardo Aigner Ribeiro, sentenciou favoravelmente a este blog enaltecendo a liberdade de expressão, o direito de informar e a liberdade de se fazer oposição.

Inconformados com a sentença, o tucano Miguel Haddad e seus irmãos recorreram ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, onde foram fragorosamente e de maneira inequívoca, derrotados em suas intenções de nos calar, pois aquela colenda corte paulista manteve a sentença de 1ª instância favorável a este blog.

Já em grau de verdadeira fúria, o ex-prefeito Miguel Haddad e os seus irmãos apresentaram vários recursos ao TJSP, sendo todos rejeitados. Em um último e desesperado esforço, protocolaram um recurso jurídico denominado de " agravo de recurso especial " tentando e conseguindo, pasmem os amigos deste blog, levar o referido processo ao colendo STJ - Superior Tribunal de Justiça em Brasília.

Este Recurso Especial é de Nº 1.601.558 - SP (2016/0004641-0)

Nesta quinta-feira, 10/08/2017, o egrégio Superior Tribunal de Justiça, na pessoa do Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou o recurso do deputado Miguel Haddad e seus irmãos, mantendo a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a favor deste blog.

Caros amigos, a luta é árdua mas vai continuar. E de forma implacável.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

OCULTOS NA ESCURIDÃO ! ! !

Essa história da cobrança da taxa de iluminação pública pela prefeitura está envolvida em muitas dúvidas já há algum tempo.

Diante de várias questões a serem esclarecidas que envolvem o assunto, este blog vem fazendo alguns levantamentos com técnicos do setor para podermos clarear um pouco mais este problema.

Logo no início do mês passado a Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos publicou no site da prefeitura algumas ações duvidosas que merecem uma reflexão mais cuidadosa.

Em sua página publicada no dia 03/07/2017, que o amigo pode acessar aqui, a prefeitura alega ter instalado 18 luminárias integradas de 150 W em 200 metros de rede.

Acontece que, segundo os técnicos desta área, os postes da CPFL estão dispostos cerca de 25 ou 30 metros um do outro. Dizer que instalaram 18 luminárias em um espaço de 200 metros é o mesmo que dizerem que foi instalada 1 luminária nova a cada 11 metros.

Segundo os técnicos, as luminárias apresentadas no site não são e nunca foram luminárias integradas. Com respeito às luminárias integradas, elas tem os componentes que fazem funcionar internamente e não acopladas ao poste, como é o caso das luminárias mostradas no site.

Já a Av. Augusta Zori Barade tem aproximadamente 2.300 metros de extensão e para solucionar todo o problema de iluminação daquele local seriam necessárias mais de 70 novas luminárias, ou seja, aquelas 11 que foram divulgadas atenderiam no máximo a um trecho de 350 metros e dependendo das curvas da estrada que são muitas.

Na Rua Balbina Miguel Casoni, no Engordadouro, sempre teve iluminação pública em toda a sua extensão, basta consultarmos as fotos do google de abril de 2017 que facilmente será constatado este fato. E a egrégia prefeitura disse que instalou mais 13 luminárias naquela rua. Muito, mas muito estranho.

Em 2017, a receita da prefeitura com a taxa de iluminação pública será de R$ 25 milhões e a despesa de R$ 19 milhões.

É muito dinheiro para enormes desencontros de informações ao povo de Jundiaí. Com a palavra as autoridades municipais.