segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O NEBULOSO CASO DO ANTIGO QUARTEL ! ! !

1998: O irmão do então prefeito Miguel Haddad torna-se um dileto proprietário do terreno de 11.800 m2 no centro de nossa cidade onde instalou-se durante muitos anos a 2ª Cia. de Comunicações do Exército Brasileiro. Entenda como ocorreu este intrigante fato.

Uma transação envolvendo a Fundação Habitacional do Exército e a empreiteira R.E. Construções e Empreendimentos Ltda. possibilitou a obra de um condomínio residencial para os generais no coração do Ibirapuera em São Paulo e garantiu um ótimo negócio para o arrojado empresário Riad Haddad, irmão do ex-prefeito Miguel Haddad.

As bases do negócio foram ajustadas por meio de 2 contratos. O primeiro, denominado "contrato de obra sob regime de empreitada global", foi celebrado em 22 de dezembro de 1998. O segundo, "alienação por permuta", foi firmado em 17 de fevereiro de 2000 no escritório da Gerência Regional de Patrimônio da União em São Paulo.

Em troca da construção do prédio para os generais, o empresário e irmão do ex-prefeito tucano ficou com uma área de 11.800 m2 no centro de Jundiaí onde funcionou durante anos a sede da 2ª Cia. de Comunicações do Exército Brasileiro.

Um detalhe que despertou a atenção do Ministério Público na época, que instaurou um Inquérito Civil sobre o assunto, é que a R.E. Construções e Empreendimentos Ltda. foi constituída em 16 de dezembro de 1998, apenas 6 dias antes da assinatura do contrato com a Fundação Habitacional do Exército. Nesse mesmo ano, o então prefeito Miguel Haddad lançou um projeto de revitalização do centro, um negócio de R$ 1,27 milhão realizado pela FBS Construção Civil e Pavimentação Ltda., que valorizou todos os imóveis da região, inclusive este agora de propriedade do irmão do nobre ex-prefeito.

Porém, houve uma ilegalidade neste processo todo. No meio deste terreno de 11.800 m2 existe uma faixa de terra de 4 metros de largura, antigamente chamada de Beco do Pelourinho, que consistia em uma viela pública que ligava a Rua do Rosário com a Rua Senador Fonseca. Há um documento assinado pelo então comandante do 12° GAC, Cel. José Maria Souza Nunes, dizendo que essa faixa de terra não poderia ser utilizada para finalidade diferente daquela prescrita e nem permitir sua invasão, seu desmembramento ou qualquer outro dano à propriedade. Diante desse documento fica claro que o Beco do Pelourinho é uma passagem de 4 metros de largura, de domínio público e, portanto, inegociável para qualquer natureza. Acontece que essa faixa de 4 metros foi incorporada ao total do terreno e também negociada pelo exército com a empreiteira do irmão do ex-prefeito. Por ser uma viela pública esse negócio jamais poderia ter sido feito.

Todo este rumoroso caso foi alvo de matéria de página inteira no jornal O Estado de São Paulo cuja edição data de 4 de junho de 2000.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O CAOS NA ÁGUA ! ! !

1994: O SUPERFATURAMENTO DA REPRESA PELO PSDB

Era o segundo mandato de um certo ex-prefeito de nefasta memória. Quando foi planejada, a represa de Jundiaí deveria atingir a cota de inundação de 720 metros, com um investimento previsto de R$ 50 milhões. Mas, para não gastar mais com desapropriações, o sucessor deste nefasto prefeito, o seu vice Miguel Haddad, determinou que a cota seria de 715 metros. Os gastos estavam em R$ 38 milhões e seriam precisos mais R$ 30 milhões para as desapropriações. Hoje a inundação está em 711 metros, 9 metros abaixo da cota inicial.

Em uma auditoria feita em 1999, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo constatou que a construção da represa chegou a um triste superfaturamento da obra em até 320%. Em sua sentença, a Egrégia Segunda Câmara do TCE-SP disse, entre outras coisas, o seguinte:

"...Preços, em média, 30% superiores aos de mercado, com picos que chegam aos 320%..."

"...Além disso, os preços se revelam flagrantemente incompatíveis com os de mercado, como o custo exorbitante do canteiro de obras, comparado com obras de porte semelhante..."

"...São, também, irregularidades graves, mais do que suficientes para incriminar o procedimento sub examine..."


O nível de água da represa deveria subir mais 9 metros acima do nível em que está hoje para não faltar água. No nível em que está, a água não dá para 3 meses de consumo sem a importação do Rio Atibaia. Acontece que o Rio Atibaia está comprometido pois também recebe água do Sistema Cantareira que está com suas reservas quase esgotadas. Um detalhe: Se a prefeitura elevar o nível da represa mais 9 metros, necessários para o nosso abastecimento, o lindo Parque da Cidade, que custou R$ 7 milhões ao erário, ficará debaixo d'água.

A empresa que construiu a represa de Jundiaí foi a Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A, empreiteira que está envolvida em uma série de denúncias de superfaturamento de obras, fraude em licitações e doações ilegais para campanhas eleitorais. Em uma mega operação da Polícia Federal chamada "Castelo de Areia", diretores da Construtora Camargo Corrêa chegaram a ser presos e indiciados pela Polícia Federal pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, câmbio ilegal e formação de quadrilha. Foi esse quilate de empresa que manteve contrato com o executivo de Jundiaí para a construção de nossa represa. Apenas para ilustrarmos esse assunto, assistam ao vídeo sobre as prisões de diretores da Camargo Corrêa:



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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

COMEÇAVA O PESADELO ! ! !

* 1984: O FECHAMENTO DA FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ *

* O ENTÃO VEREADOR MIGUEL HADDAD VOTOU A FAVOR DO FECHAMENTO DA ESCOLA MÉDICA REVOLTANDO TODA A CIDADE *

A idéia da fundação de uma Escola Superior em Jundiaí partiu da própria sociedade jundiaiense, da qual citamos alguns nomes muito representativos: Prof. José Leme do Prado Filho, Casemiro Brites Figueiredo, Dr. José Pacheco Neto Jr., Rubens do Amaral Gurgel, Virgílio Torricelli, Nelson Foot, Durval Knox da Veiga e inúmeros outros cidadãos jundiaienses, cuja citação seria fastidiosa, mas a quem se rende homenagem, neste momento. A idéia teve eco na administração municipal e, no ano de 1968, pela iniciativa do Prof. Pedro Fávaro, Prefeito Municipal, foi escolhido o curso mais difícil de ser implantado, mas que por outro lado, traria maior prestígio à cidade e atenderia aos anseios dos jovens desta terra. Assim, após a aprovação pela Câmara Municipal, sob a presidência do Vereador Paulo Ferraz dos Reis, o prefeito promulgou a Lei nº 1.506, no dia 12 de março de 1968, criando a Faculdade de Medicina de Jundiaí, como entidade autárquica do Município.

O Prefeito precisava de alguém da área médica, com trânsito nas esferas estadual e federal da educação, para dar corpo e forma à instituição recém criada. Não foi difícil chegar ao nome do Dr. Jayme Rodrigues como única pessoa que reunia as melhores condições para essa difícil, porém nobre empreitada. Esse mister demandaria inúmeros contatos, muito empenho e escolha dos colaboradores certos para implantação de um curso médico de alto gabarito e à altura das melhores instituições congêneres do Estado e do País.

Durante muitos anos a faculdade cresceu e consolidou-se como uma instituição de ensino de alto nível, até o dia em que um certo ex-prefeito, então no PMDB, de nefasta memória para Jundiaí e que estamos impedidos pelo judiciário de citar o seu nome neste blog, assumiu o executivo. Neste momento teria início um verdadeiro calvário para a instituição médica.

Assume a diretoria, o Vice-Diretor Prof. Dr. Antonio Monteiro Cardoso de Almeida, em virtude da indecisão do nefasto Prefeito quanto à escolha do novo Diretor de lista sêxtupla a ele encaminhada, o que obedeceria o ritual da legislação e do Regimento da Faculdade. O nefasto Prefeito foi convidado pela Congregação da Faculdade para reunião em seu prédio sede quando afirmou, categoricamente: " Ou tenho um diretor meu ou fecho a Faculdade ". O nefasto alcaide em questão decretou a intervenção em 01/02/84, exonerando o Vice-Diretor em exercício e o Secretário Administrador, nomeando um ex-aluno como interventor da Faculdade e do Hospital São Vicente de Paulo. Em julho, a Câmara Municipal aprova a lei que autoriza o Prefeito a decretar o fechamento da Faculdade de Medicina.

Na sessão em que a escola foi fechada, os alunos atiravam moedas em cada vereador à medida que este votava a favor do fechamento. Naquela noite também votou pelo fim da Faculdade de Medicina de Jundiaí o então apagado e medíocre vereador Miguel Haddad.

Para lerem, na íntegra, a ata da sessão extraordinária da Câmara Municipal que decretou o fechamento da Faculdade de Medicina de Jundiaí, acessem o link abaixo e constatem o lamentável voto a favor desta insanidade proferido pelo então vereador Miguel Haddad:

http://sapl.jundiai.sp.leg.br/sapl_documentos/ata_sessao/1787_ata_sessao.pdf

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terça-feira, 12 de agosto de 2014

NECESSIDADE HISTÓRICA ! ! !

Por mais que o governo Pedro Bigardi se esforce para ser pior que os governos do PSDB será muito difícil atingir esta meta. Os secretários trabalham dia e noite, se dedicam ao máximo para que este seja um dos piores governos da história da cidade. Mas não vão conseguir. O que os prefeitos do PSDB fizeram, nos 20 anos em que exerceram o poder, para jogar na lama o que Jundiaí tinha de bom é insuperável. No momento em que vivemos existe a tentação de muitas pessoas em querer apagar todo o descalabro tucano cometido em módicas duas décadas, maculando de maneira irreversível a vida política de nossa cidade. O atual governo é um desastre. Isso é verdade. Talvez tenha sido a maior desilusão política que o povo desta cidade tenha conhecido em todos os tempos. Porém, caros amigos, o tamanho dos descalabros cometidos pelos tucanos e aliados em todos estes anos é simplesmente monstruoso. Mesmo que os amigos deste blog tenham conhecimento dos fatos, a partir de agora estaremos fazendo neste blog uma resenha do que foram os 20 anos de desmandos do PSDB neste município. Lideranças que hoje fazem pose de bonzinhos, que passam uma imagem de coitados, foram homens públicos de alta periculosidade política, ou seja, foram lobos vestidos em uma pele de cordeiros. Esta cidade não quer mais ser enganada. Todos estamos cansados de sermos ludibriados por pessoas que transitam nos porões do poder de onde emana esta política intestina que nos afligiu nestes quase 30 anos. Um grupo de homens tomou de assalto a política local há 30 anos e hoje já conseguiu, inclusive, englobar até aqueles que há algum tempo diziam-se ser de oposição. Resumindo a situação, a cidade possui hoje apenas um grupo político que abrigou todas as lideranças de quase todos os partidos com o lamentável objetivo de poderem se eternizar no poder local. Assim, é necessário tirarmos em definitivo a máscara dessa gente para que o povo de Jundiaí saiba quem é quem nesta salada política mau cheirosa e sem sabor algum.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A REVOLTA DO SERVIDOR ! ! !

No final do ano de 2012 o prefeito eleito Pedro Bigardi adentrava no Paço Municipal pela primeira vez como o máximo mandatário desta cidade. Todos os servidores que trabalhavam na sede do executivo saíram de seus postos e aplaudiram de pé aquele que levava nos ombros a esperança de uma administração digna, o que não acontecia há 20 anos. Depois de duas décadas de descaramentos e escândalos políticos por parte do PSDB e seus aliados, finalmente Jundiaí iria entrar em uma nova era de muita correção política onde o dinheiro do munícipe passaria a ser aplicado em benefício deste. Que pena. Tudo não passou de um sonho de uma noite de verão. Toda aquela velha cantilena coronelista que tomava conta de nosso município teria sua continuidade com o chamado "governo da mudança". Pior ainda. O servidor público municipal, vilipendiado e massacrado pelo lastimável coronelismo tucano, conheceria a maior desilusão política de sua história pois o novo governo, de maneira descarada, deu as mãos a muito do que não presta da política local e a tudo o que combateu enquanto esteve na oposição. O reflexo disso atingiu diretamente o funcionalismo público municipal. Desvalorizado e descartado, o nosso servidor viu as suas antigas reivindicações por melhores condições de trabalho aos poucos indo para o ralo da mesmice política. O que mais prevaleceu durante 20 anos e continua na ordem do dia são apenas os interesses daqueles que venderam seus ideais no momento em que pisaram os carpetes luxuosos dos gabinetes dos palácios. Enquanto isso a maioria dos 8.000 servidores públicos municipais continuam a sua triste sina de terem de trabalhar muito, ganhar pouco e ainda engolir chefes que não sabem bulhufas sobre o serviço público e, às vezes, até sofrerem assédio moral. Diante desta lamentável situação fica bastante claro que o prefeito Pedro Bigardi, que chegou aplaudido na prefeitura de Jundiaí, deverá deixar o cargo sob auspiciosas vaias, colocando um fim, pelo menos neste momento, na esperança de que pudéssemos voltar a sentir orgulho do progresso de nossa cidade.

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